sexta-feira, 23 de julho de 2010

ESTOU TRISTE!

Estou triste, porque no passado fim de semana se disputou o Rali dos Açores e nós ficámos em casa.

Estou triste porque fiquei sentado em frente do computador a acompanhar o desenrolar da prova e a ver-nos perder posições no campeonato, sem nada podermos fazer.
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Estou triste porque o orçamento é curto e não podemos defender a nossa posição na estrada, indo a todas as provas do campeonato.
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Estou triste porque uma vez mais não dependemos apenas de nós para alcançar os nossos objectivos.

Estou triste, porque ao fim de tantos anos, continuamos a lutar com armas desiguais.

Estou triste porque ... bem ... porque ás vezes também tenho o direito de estar triste, não?

Um abraço.
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A.Neves

domingo, 27 de junho de 2010

PILOTO E CO-PILOTO - UM CASAMENTO PERFEITO.

Para mim, em equipa que funcione bem dentro do carro, e fora dele também, acrescento, não se mexe mais. Caso seja possível, é um casamento para a vida sem direito a divórcio.

Os ralis, são um desporto de equipa, uma vez que dependemos todos do trabalho uns dos outros para alcançar o sucesso, mas grande parte desse sucesso começa na forma como piloto e co-piloto se "entendem" dentro e fora do carro.

No meu caso e do Filipe, existe uma confiança absoluta um no outro, adquirida ao longo dos anos em que fazemos ralis juntos, para além de uma sólida amizade para lá da competição, o que também é importante, pois existem casos, como por exemplo no Rally de Portugal, em que passamos muito tempo juntos e em situações de grande tensão, pelo que, se não existir um conhecimento profundo e uma boa amizade, há situações que se podem tornar um problema de difícil resolução, podendo mesmo vir a criar atritos e diferenças profundas em torno de toda a equipa.

Neste momento, posso dizer com toda a certeza, que o Filipe adivinha os meus pensamentos e antecipa as minhas reacções dentro do carro, sem que falemos sequer um com o outro. Para além disso, conhece-me bastante bem e sabe a minha opinião sem que para isso seja necessário perguntar-me o que quer que seja, o que muitas vezes é meio caminho andado para que o ambiente se mantenha sereno entre a equipa. Quanto a mim, na maioria das vezes nem preciso sequer de olhar para ele, para saber aquilo em que está a pensar em relação a determinada situação que se nos depara.

Aceito que os pilotos nem sempre são pessoas fáceis durante as corridas, uma vez que a pressão que têm sobre os ombros é enorme, com um sem número de "coisas" á volta na sua cabeça; A gestão da corrida versus resultados versus patrocinadores versus orçamento versus gerir a mecânica do carro versus terem consciência de que um bom ou mau resultado poderá ou não condicionar a próxima época, etc, etc, etc..., e por isso mesmo é importante que o co-piloto entenda na perfeição o que vai na cabeça do "seu" piloto e possa assumir o controle quando a situação assim o exije, resguardando-o ao máximo de todo e qualquer "barulho" exterior, que de alguma forma possa afectar a sua performance durante o rali.

Acerca de tudo isto, não resisto uma vez mais a citar uma passagem do livro "Pilote et Co-pilote de Rallye", onde Gérald Bedon, o co-piloto de Cédric Robert diz o seguinte: - "...Cédric sofre, também, uma pressão terrível e eu penso que o piloto está menos preparado para responder com calma a todas estas solicitações. Então, aqui o meu papel é acalmar as coisas, ajudar a ultrapassar as divergências, arredondar os ângulos, por forma a que ele esteja com o espirito tranquilo e tenha o espaço necessário que necessita para se concentrar e partir assim á procura do limite em cada especial..." e continua "...o ambiente á volta do piloto deve ser o mais descontraído possível, qualquer agressão a partir do exterior será imediatamente rechassada. Felizmente, tenho alguma facilidade para antecipar qualquer problema, dar um passo atrás, analisar as situações mais complicadas com calma e determinação. Cada membro da equipa deve conhecer o seu lugar e saber a altura própria e a quem deve colocar determinada questão. Quanto ao piloto, deve ser mantido longe deste jogo, pois deverá concentrar toda a sua energia na batalha que se aproxima com as armadilhas do percurso." Nem mais!

Quanto a nós, para a posteridade ficam os momentos inolvidáveis passados dentro do carro, momentos esses apenas descritíveis por emoções e não por palavras, bem como os troços onde tudo foi perfeito e quase que fomos transportados para uma outra dimensão. Também é verdade que os ralis têm momentos menos bons, fruto da sua imprevisibilidade, mas é nestes momentos que uma verdadeira equipa se mantém unida e concentra todos os seus esforços para minimizar os danos e para continuar a avançar rumo aos seus objectivos.

Ao longo destes 5 anos, posso dizer que, eu e o Filipe já chegámos a um patamar de entendimento bastante elevado e formamos sem sombra de dúvida uma verdadeira equipa de piloto e co-piloto de ralis, embora tenhamos consciência de que, ainda temos muito trabalho pela frente no sentido de nos aperfeiçoarmos cada vez mais e podermos assim estar cada vez mais preparados para superar as dificuldades que ainda nos esperam rumo aos nossos objectivos, embora, ao olharmos para trás, nos sintamos felizes por tudo aquilo que já alcançámos e pelas conquistas importantes que já fizemos.

Um abraço.

A.Neves

quarta-feira, 16 de junho de 2010

RALLY DE PORTUGAL - PARTE 3.

Então vamos lá a acabar isto...

Sexta-feira, o dia 1. Depois de uma ligação de cerca de 80 kms, eis-nos no inicio de Sta Clara, ritmo moderado, nada de arriscar nem partir o carro, pois os troços estão duríssimos e muito massacrantes, e como tal há que esquecer os tempos dos nossos colegas e fazermos a nossa prova sem nos preocuparmos com mais nada á nossa volta. Não vamos seguramente retirar muito prazer da condução nem nos vamos divertir muito ao volante, mas á ralis em que a táctica tem que ser esta.

O 1º troço já está, vamos agora para Ourique, um troço sempre espectacular, mas que este ano está particularmente duro. Tudo normal até cerca de 7 ou 8 kms do final, quando começo a notar que nas curvas para a esquerda, a traseira se está a passar mais do que é normal. Percebi logo que vínhamos furados, mas como estávamos quase no final e os pneus são "tipo ferro", resolvi não dizer nada ao Filipe para não o alarmar e continuar assim, na esperança que desse para chegar até ao final. Infelizmente uns 2 kms mais á frente, começámos a ouvir um enorme barulho que vinha da roda de trás do lado direito e nada a fazer, tínhamos mesmo que parar a meio do troço.

Vejam lá bem, que num rali desta dimensão e com centenas de kms de troços e inúmeros postos de controlo, assim que parámos o carro e saímos para mudar a roda, a primeira pessoa que apareceu á nossa frente foi o pai do Filipe, o TóZé, que estava responsável por aquela zona. Ele há coisas...

Assim que tirámos a roda, vimos imediatamente que não tinha sido um furo, mas sim a jante que não tinha aguentado a dureza do piso e se tinha partido. Faltava-lhe um bom palmo, bolas!
Roda mudada e aí vamos nós até ao fim. Mais um troço concluido apesar deste problema. Ainda é cedo e a procissão vai no adro, e o importante é ir resistindo até ao final.

Silves não nos traz chatices de maior, e depois de uma ida á assistência, a 2ª ronda pelos mesmos 3 troços corre-nos normalmente e sem qualquer tipo de problemas. Estava feito o 1º dia.

No 2º dia, esperava-nos uma passagem dupla por Almodovar, Vascão e S. Brás, troços que se previam muito duros e demolidores.

Almodovar e Vascão estavam para lá de duros, pois existiam sitios em que a preocupação não era propriamente conduzir, mas sim desviar o carro das pedras e dos buracos existentes, tal era degradação do piso. Já S.Brás, apesar de também não estar fácil, era um troço em que o carro não sofria tanto, pois apesar de degradado, o piso já apresentava outras caracteristicas. Nova ida á assistência a meio do rali, para depois cumprirmos mais uma passagem por estes mesmos troços durante a tarde, e lá se passou mais um dia.

É verdade que estamos a andar a 50% daquilo que poderíamos fazer, mas até a data nem um parafuso se desapertou no carro, e eu continuo a achar que num rali com estas caracteristicas, pode-se perder mais do que aquilo que se ganha, e apesar de saber também que é mais motivador para toda a gente quando se anda a fundo e na disputa de posições, estou plenamente convencido, e o nosso Director Desportivo também, que esta é a táctica mais correcta a aplicar nesta altura. Assim sendo, falta um dia para o final e há que trazer a "burra" inteira e sem mazelas até ao fim.

No Domingo levantamo-nos bem cedo para sairmos para o último dia cerca das 7,20h da manhã, numa passagem pelo troços de Felizes e Loulé e também para a SS final no estádio do Algarve.

Felizes, uma loucura de troço, aquele onde o ano passado o Latvala teve aquele acidente terrível. E Loulé, possívelmente a especial mais espectacular de todo o rali. Felizmente que o piso, apesar de continuar duro, não está tão massacrante como nos 2 primeiros dias, e aparte alguma atenção extra que teremos que ter com a gasolina, uma vez que iremos fazer cerca de 160 kms sem reabastecer, este prevê-se um dia calmo e sem grandes problemas.

Depois da 1ª ronda habitual e da ida á assistência, última passagem por Felizes sem problemas, e na última passagem por Loulé, logo na parte inicial, deparámo-nos com o Nuno Barroso Pereira capotado, felizmente sem consequências fisicas para ele ou para o navegador. Troço neutralizado e depois do carro ter sido retirado, feito em ligação até ao final. Estava feito o rali. Agora era só a SS do estádio e pronto.

No final, penso que o balanço desta prova tem que ser positivo, embora eu não consiga descodificar e relatar com clareza aquilo que me vai na alma.
Cumprimos os objectivos da equipa e continuamos na 2ª posição do campeonato de Gr.N e no 5º posto absoluto do CPR, algo absolutamnte impensável no começo do ano, mas apesar de tudo, não posso dizer que estou completamente satisfeito. Tenho um "leve" amargo de boca que não sei explicar. Em parte é por saber que não temos condições para ir aos Açores e á Madeira defender esta classificação, ficando assim dependentes de resultados de terceiros, quando este poderia ser um bom ano em termos de campeonato, e por outro lado é por ter a sensação de que, por vezes, mesmo quem está mais próximo não compreende algumas das minhas decisões tomadas em prol da equipa.

Ás vezes, quem está á volta não entende que os objectvos da equipa estão acima dos objectivos do indivíduo. Eu próprio, tenho alturas onde não me apetecia ser tão calculista e gostava de andar com outro á vontade e sem qualquer tipo de pressão que não fosse a procura pura da performance, mas á momentos em que isso não é possível. Os ralis são um desporto de equipa, onde dependemos dos nossos patrocinadores e amigos que nos ajudam, e a não ser que sejamos ricos e façamos aquilo que nos dá na "real gana", não nos preocupando com nada nem com ninguém, o que não é aqui o caso, temos sempre que procurar dignificar ao máximo quem nos apoia, e a melhor forma de o fazer é terminando corridas e acabando os campeonatos em posições honrosas, pois só assim é possível que tudo possa ter uma continuidade e que continuem a confiar em nós para fazer este trabalho.

Eu sei que podia ter andado muito mais depressa no Rally de Portugal deste ano, mas será que os riscos iriam compensar aquilo que se poderia perder? Tenho a certeza que não. Ao fim destes 3 dias o carro está inteiro e não tivemos um único problema de mecânica. Poupámos o carro ao máximo para as 3 últimas provas de asfalto que nos faltam disputar e onde poderemos ainda aspirar a uma boa classificação no campeonato. Não temos nenhum cheque em branco, e por isso mesmo, há opções e decisões que têm que ser tomadas.

Quanto a algum amargo de boca, nada que não se resolva com uma chiclete de mentol...

Não posso terminar sem agradecer uma vez mais a todos os patrocinadores que tornam tudo isto possível; Grupo os Mosqueteiros (Roady, InterMarché, BricoMarché), SPO-Kumho Tyres, Garvetur, Franke, Pimensor, J.Silva, Petroltorres, Branco e Martinho e Speeddesign.

Uma palavra para a nossa assistência que esteve ao mais alto nível; o Zé, o Rosalino, o Gonçalo, o Manel e o Armando. Sempre ouvi dizer que, quem vai para o mar se avia em terra, e foi isso mesmo que o Zé fez na preparação do carro na sua oficina, pois durante a prova não se desapertou um único parafuso e não tivemos o minimo problema. 5 estrelas.

Ainda um agradecimento muito especial ao Ricardo Teodósio e ao Luis Mota.

Por fim, um abraço para o meu navegador, o Filipe, pela semana de alta tensão que passou comigo no Algarve.

A todos o meu muito obrigado.

Um abraço.

A.Neves

quinta-feira, 10 de junho de 2010

RALLY DE PORTUGAL - PARTE 2.

Ora vamos lá continuar...

Depois de dois dias de reconhecimentos bastante duros, uma vez que a organização estipula um tempo máximo de duas horas para cada troço, incluindo as duas passagens de reconhecimento e respectivas ligações, lá saímos em direcção ao estádio na expectativa que tudo estivesse de acordo com o previsto. Alguns telefonemas depois e percebemos que a nossa assistência já vinha também a caminho, e que depois de uma longa maratona, estava tudo bem com o carro, visto que depois de (re)feito o motor e reprogramada a centralina como previsto, agora tudo parecia ok e preparado para esta longa maratona que seria o Rally de Portugal.

GPS montado, os restantes pormenores finalizados, e lá nos dirigimos para as verificações técnicas á nossa hora prevista. Eram 18h e 26m, mais precisamente, quando entrámos para verificar o Mitsubishi, já prevendo que ali iríamos ficar um bom par de horas, pois nestas coisas de Ralis do Mundial, há que ir com um camião cheio de paciência, tal a minusiocidade e o excesso de zelo com que os comissários técnicos levam a cabo o seu trabalho.

Eram já perto das 23h (sim, isso mesmo), quando saímos de lá com o selo de OK colado ao roll-bar. Depois destas verificações, o Mitsubishi parecia que tinha feito uma visita ao "Miami Ink", tal a colecção de "piercings" que lhe tinham colocado. Tudo foi selado; diferenciais, caixa, bloco, e tal como habitualmente, o turbo. Apesar de tudo, menos mal. Mais uma etapa superada. Agora podiamos ir descansar um pouco mais tranquilos, uma vez que no próximo dia apenas havia que andar um pouco com o carro, afinar as suspensões em função dos pneus que nos obrigam a usar, pois pesam cerca de 2,5kg a mais cada um, e fazer apenas alguns acertos de pormenor antes da super especial no estádio, que iria começar por volta das 19,30h.

5ª feira, 27 de Maio, o dia D finalmente! Já estamos no Algarve há quase uma semana, e depois de algumas aventuras e desventuras, vai por fim começar aquilo para que nos andamos a preparar há já algum tempo. Durante a manhã aproveitamos para rodar o carro mais um pouco e também para o Rui (Porêlo) nos afinar as suspensões num pequeno troço de terra junto a Loulé. Por fim, estava tudo ok, ou quase, uma vez que a bomba dos diferenciais não estava a 100% como se constatou depois do técnico ter ligado a centralina dos diferenciais ao computador.
De qualquer das formas isto era algo que em termos de fiabilidade em nada afectaria a mecânica, apenas fazendo com que andassemos um pouco mais atravessados, por isso, nada de preocupações, além do mais, esta é uma prova em que não se anda em "maximun attack", e muitas vezes nem em "minimun" :-). Assim sendo, tudo a postos.

Na super especial do estádio, partimos com a dupla da Pirelli Star Driver, Nicholai Georgiou e Joseph Matar, ao volante de Um Evo X, e depois de uma manga bastante disputada conseguimos impor o nosso "velhinho" Evo VII, para nossa satisfação e também dos milhares de espectadores presentes, que como é normal estavam sempre a puxar e a apoiar os pilotos da "casa", ou seja, os Portugueses.

Depois de parar o carro em parque fechado e combinar tudo com a nossa equipa de assistência, havia que descansar bem esta noite, pois amanhã iria começar o rali a sério. Três dias que se avizinham duríssimos e onde haverá que ter muita paciência e cabeça fria, por forma a que se possam amealhar pontos importantes e não comprometer o resto do campeonato, por causa de uma só prova.
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(continua...)
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Um abraço.
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A.Neves

quinta-feira, 3 de junho de 2010

VIDEO SS1 - RALLY PORTUGAL 2010

Aqui fica um video da super especial de abertura do Rali, no Estádio do Algarve, onde batemos com o nosso "velhinho" Evo7, a dupla da Pirelli Star Driver, Nicholay Georgiou e Joseph Matar, ao volante do novissímo Lancer Evo 10.

http://www.youtube.com/watch?v=5CndsKuHfBQ

De referir que o video é da autoria do meu amigo Adérito Paulino.




Um abraço.

A.Neves

segunda-feira, 31 de maio de 2010

RALLY DE PORTUGAL - PARTE 1. A EPOPEIA...

Ufa, que isto não foi fácil..., mas também já diziam os antigos que quando as coisas são muito fáceis também não têm piada nenhuma. Pois sim..., mas eu acrescento: - OK, só que ás vezes também não precisavam de ser assim tão dificeis, bolas!

Mas vamos lá começar pelo principio...

Sábado dia 22, pela hora de almoço, parte da equipa Roady Compétition apresenta-se ao "serviço", em Portimão, no Centro-Auto Roady desta cidade, por forma a assim começar a preparar esta jornada com calma e em antecipação, uma vez que nestas coisas dos ralis, mais vale prevenir que remediar. Mal sabiamos nós...
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Nesse mesmo dia á tarde, andámos cerca de 120 kms numa zona perto do Autódromo do Algarve, para rodar o motor, que tinha sido totalmente feito de novo, por forma a que tudo ficasse preparado para que no dia seguinte já se pudesse testar o carro em terra e em condições de corrida. Tudo ok. O carro rodou sem qualquer problema e tudo parecia encaminhado para que a semana fosse tranquila e livre de stress, que é coisa que já tenho de sobra durante a semana normal de trabalho.

No Domingo pela manhã, tal como planeado, lá estávamos nós na zona de Vila do Bispo, aproveitando parte de um troço do Regional, para agora sim, começar a andar um pouco mais a sério e tentar perceber como estava o carro depois da intervenção a que tinha sido sujeito, pois desde o Torrié que sentiamos que o motor já tinha tido melhores dias, tendo vindo a comprovar isso mesmo durante a prova de Fafe, onde a "burra" se revelou uma autêntica "óleoolica" :-) , consumindo durante a corrida cerca de 3 litros deste líquido.

Uma ou duas passagens para aquecer o motor, ALS ligado, e lá vamos nós...

Eh lá! O animal está um autêntico "puro-sangue". Agora sim, pensámos (eu e o Filipe), finalmente temos motor. É verdade que sentimos que algo ainda não estava bem com os diferenciais, pois a tendência para o carro se passar de traseira, tal como aliás já tinha acontecido em Fafe, continuava, mas pelo menos o motor estava "canhão". Fizemos mais algumas passagens para ver se estava tudo em condições e quando tudo parecia estar ok e já nos estávamos a preparar para carregar o carro no atrelado e voltar para a base em Portimão, notamos que o motor começa a falhar. Algo simples, comentei eu e o Filipe, mas quando chegámos perto do Zé, e depois de ele ter tirado uma vela, percebemos imediatamente pela sua cara, que algo de grave se passava.

Quando chegámos á oficina e depois do motor aberto, confirmaram-se os piores receios, o motor tinha partido um piston! Lá se vai a semana tranquila e sem stress...

Depois de analisado o motor e termos chegado á conclusão que a origem do problema estava na afinação da electrónica, havia agora que arranjar uma solução para se refazer o motor e fazer com que o técnico pudesse vir afinar a centralina antes das verificações de 4ª feira.

Num Domingo á tarde, em Portimão, onde é que vamos agora desencatar 4 pistons, segmentos e um jogo de juntas para um Mitsubisho evo7 ???!!!???

Calma, porque que se não houver material deste, na Guia, na oficina do meu amigo Ricardo Teodósio, então seguramente que também não o haverá em mais parte nenhuma deste País. Um telefonema depois, e a resposta não tarda: -Então meu amigo, há problema? O que é que é preciso? Pistons, segmentos e juntas? Não há problema, podes vir buscar que tenho cá tudo. Grande Ricardo, amigos destes há poucos, e este tem um coração do tamanho do mundo. Aliás, basta vê-lo a conduzir para perceber imediatamente isso mesmo. Haja coração :-) .

Outro telefonema para o Eng. das centralinas, que nos disse que estaria em Portugal na 4ª feira de manhã para o Rali, e lá ficou tudo combinado. Agora "só" havia que (re)fazer o motor, montar tudo e acabar o carro para que na 4ª de manhã se afinasse a centralina e durante a tarde estivessemos então no começo das verificações técnicas á hora marcada. Enquanto isso na 2ª feira eu e o Filipe iríamos fazer as verificações admnistrativas e levantar toda a papelada para que pudessemos reconhecer durante 3ª e 4ª feira, onde durante a tarde nos reencontrariamos então com a nossa equipa de assistência, já no estádio do Algarve.

A partir de agora, cada um ficava entregue á sua sorte. A nossa assistência em Portimão a acabar o carro, que esperávamos nós, iríamos reencontrar apenas dali a quase 3 dias, caso corresse tudo como previsto e não houvesse entretanto mais nenhuma surpresa, e nós, no meio da serra Algarvia e dos caminhos Alentejanos, a reconhecer a prova ao volante do Cherokee que o nosso amigo Bruno Andrade nos emprestou para o efeito. - Isso é que é confiança...hmmm, Bruno?

(continua...)

Um abraço.

A.Neves

segunda-feira, 17 de maio de 2010

UM LIVRO DE REFERÊNCIA.

Pilote et Copilote de Rallye é um livro obrigatório para qualquer aficionado dos Ralis.

Nesta inebriante viagem ao universo deste desporto, Joel Moulin, o autor, leva-nos a conhecer em profundidade este mundo de paixão, num livro único; Os regulamentos, ralis de terra e asfalto, os carros e a sua preparação, o perfil do piloto e o papel do co-piloto, uma lição de pilotagem dada por Cedric Robert e os conselhos do seu co-piloto Gérald Bedon, equipamento e acessórios, os pneus, os custos da competição, ganhar nas fórmulas de promoção e ainda uma breve história de dois futuros campeões á época, Nicollas Vouilloz e Matthieu Baumel.

Com uma escrita fácil e apaixonante, o autor aborda e desenvolve todos estes pontos, seja na óptica das grandes estruturas oficiais, ou também das equipas amadoras que põem todo o seu empenho e paixão na participação nas provas de rali.

Tal como diz Joel Moulin na página de abertura, este livro é dedicado, " A vous deux...Pilote et copilote...A jamais unis...Pour le meilleur...Et pour le pire...", que é como quem diz: - Para vocês, piloto e co-piloto, unidos para sempre, para o melhor e para o pior. FORTE!!!

Ao fim de alguns anos á procura, consegui o exemplar que tenho, em 2007, quando estive em Andrezieux, na 3A Compétition, a fazer um curso de pilotagem. A dona da escola, Karin, teve a gentileza de me o oferecer e o meu professor e posteriormente grande amigo, Xavier du Castel, fez questão de lhe gravar uma dedicatória que reza assim: TRAVAIL = PERFORMANCES.
Nem a propósito, ou aliás, talvez tenha sido mesmo de propósito, pois o livro fala disso mesmo. Trabalho, dedicação, espirito de sacrificio, companheirismo, etc, tudo isto em busca da performance pura, e se há alguém que sabe do que fala nesta matéria, posso assegurar-vos que esse alguém é o Xavier.

Existem passagens absolutamente fabulosas neste livro e assim de repente, apenas para vos dar um exemplo, transcrevo algumas palavras do Cédric Robert, exemplificando de forma arrepiante os momentos antes da partida; " Começo a concentrar-me poucos minutos antes da partida para o rali. Nessa altura já nada mais existe na minha cabeça. Mas com a aproximação do inicio do troço, tudo muda e torno-me noutra pessoa, um animal que inexoravelmente vai cair sobre a sua presa: A estrada estreita e cheia de pedras que não deseja outra coisa senão derrotar-me... Preparo-me para o combate!.. E sei que o vou ganhar!..
A trinta segundos da partida já nada existe á minha volta. Dentro do carro reina a calma, mas sei que a tempestade está prestes a começar! A menos de quinze segundos, deixo mesmo de ouvir o barulho do motor. Apenas as primeiras curvas começam a invadir o meu pensamento. A dez segundos o animal começa a rugir dentro de mim, e a cinco segundos da partida o meu coração quase que pára. Inspiro profundamente e expulso o ar dos pulmões de forma lenta, como que a esvaziar todo o meu interior. A contagem do ultimo segundo liberta a fera impaciente por se defrontar com o inimigo. Por fim, salto em fúria, fora de mim com a raiva no ventre, ao assalto da especial ". SEM PALAVRAS!!!

Por tudo isto e muito mais, esta é uma obra obrigatória para todos os que de alguma forma vivem este desporto de forma apaixonada. Quanto a mim, já o li , reli e tornei a ler vezes sem conta e continua a fascinar-me, especialmente por algumas narrações vibrantes como aquela que acima transcrevi. O único senão, poderá ser mesmo a dificuldade que terão em o encontrar, pois não tenho conhecimento que esteja á venda no nosso País. Mas apesar de tudo, acreditem que vale mesmo a pena o esforço da procura.

Um abraço.

A.Neves

domingo, 16 de maio de 2010

RALLY DE PORTUGAL - O SONHO...

Falta pouco para o melhor Rali do Mundo, o "nosso" Rally de Portugal.

Assim de repente, vem-me á cabeça uma expressão que ouvi de um colega, na edição de 2007, quando esperávamos que o troço deixasse de estar neutralizado e nos mandaram preparar para retomar a prova; "BAI :-) COMEÇAR O ESPECTÁCULO!!!"

É verdade, vai mesmo começar o espectáculo, e nós vamos lá estar uma vez mais.

Sempre acreditei que quando queremos muito uma coisa, devemos lutar por ela até á exaustão, e tal como diz o autor Paulo Coelho, se o fizermos sempre com a mesma perseverança e querer, e nos empenharmos muito naquilo que desejamos, haverá uma altura em que o universo se alinhará para nos ajudar. Acredito que sim. É verdade que ao longo da minha vida, tudo foi conseguido com muita luta e sacrificio, mas também é verdade que aos poucos os sonhos vão-se concretizando, seja a nível pessoal, profissional ou desportivo.

No seguimento desta crença, sempre achei que podemos atingir metas e resultados que possam surpreender os mais desatentos, mas que nós, cá dentro, no nosso intímo, sempre soubemos ser possível alcançar.

Olhando para trás, chego á conclusão que sempre assim foi; sempre soube que tinha capacidade para atingir os meus sonhos. Desde os tempos das motas, até hoje, consegui alcançar grande parte dos meus objectivos, embora ainda haja um que tenho secretamente dentro de mim. Já esteve quase..., mas até hoje faltou sempre um bocadinho assim!

Sei também que ao longo destes anos, as armas nunca foram iguais, e continuam a não ser. Mas também é verdade que assim dá outro gozo. Em 2007, partimos para o último dia do Rally de Portugal, para defender uma liderança de 17 segundos no Challenge Citroên C2, montando os "restos" dos pneus dos dias anteriores, alguns mesmo já quase nos arames, ao mesmo tempo que o nosso principal adversário saía da assistência com pneus novos, mas naquele momento já nada importava, o universo tinha-se alinhado a nosso favor e ninguém se iria intrometer no caminho de podermos cumprir mais uma etapa do sonho. Assim foi, chegámos ao final com uma vantagem de 32 segundos. Estava feito!

A poucos dias de mais um evento desta grandiosidade, continuo a acreditar que tudo é possível, basta querer e lutar até ao limite das nossas forças. O resto..., É COM OS ASTROS!

Um abraço.

A.Neves

sábado, 8 de maio de 2010

VIDEOS RALI SERRAS DE FAFE 2010

http://www.youtube.com/watch?v=OJVvfzSEV7M (min. 7.23)

http://www.youtube.com/watch?v=KwKBT4_ayA8&feature=related (min. 3.06)

http://www.youtube.com/watch?v=GlEGGckXgWA (min. 1.50 e 5.20)

http://www.youtube.com/watch?v=zcD00NpTryo (min. 2.27 e 3.11)

http://www.youtube.com/watch?v=PZocPq7nQ4Q (min. 2.54 e 5.21)



Um abraço.

A.Neves

RALI SERRAS DE FAFE

2ª prova do campeonato, o rali Serras de Fafe, disputado nos míticos troços desta região e antigo ex-líbris do rali de Portugal; Fafe/Lameirinha, Luílhas, Montim, Ruivães, enfim, um verdadeiro regalo em termos de condução para nós, pilotos, e também um regalo para o muito público que se costuma deslocar a esta prova.

Para nós, em termos de objectivos, tínhamos desde logo consciência que esta prova seria uma das mais difíceis do campeonato, uma vez que é um rali que se disputa há muitos anos e onde os nossos adversários têm um grande conhecimento do terreno. Apesar de tudo, continuo a pensar que as contas fazem-se no fim e que este campeonato é longo e ainda vai apenas no começo.

Como depois da revisão ainda não tínhamos andado no carro, combinámos encontrar-nos com o Zé Cardoso, o nosso preparador, ás 10h de 6ª feira no inicio do troço do Vizo para ver se estava tudo em ordem. Depois de algumas passagens e quando tudo parecia estar em ordem, eís que surge um problema; a caixa ou a embraiagem cederam!

Meia dúzia de telefonemas depois, lá se arranjou uma oficina, uma caixa de série (obrigado Ricardo Costa) e uma embraiagem (obrigado Ricardo Moura). Toca a montar tudo e apreciar o grande trabalho e profissionalismo da nossa equipa de assistência; o Zé, o Rosalino e o Gonçalo, deram um autêntico recital de mecânica, digno de ser visto, e apesar deste contratempo, ás 16h lá estávamos nós como previsto no início das verificações técnicas. Menos mal, depois de tudo.

Á noite lá fomos para a SS e logo aí apercebemo-nos que iriamos ter um rali dificil. Com esta caixa o nosso carro não parecia o mesmo e haveria mesmo que explorar o motor de outra forma. Para além disso, se o tempo se mantivesse tão quente no dia seguinte, teriamos também seguramente problemas com os pneus, uma vez que apostei em pneus macios, na expectativa que o rali estivesse húmido, e assim sendo, com temperaturas muito altas como se veio aliás a confirmar, os pneus aqueciam em demasia e depois dos primeiros quilómetros parecia que estávamos a conduzir um barco.

No Sábado, esta bem estruturada prova montada pelo Demo Clube do Porto, revelou-se um rali duro e complicado para nós; a caixa obrigava-nos a ter alguns cuidados, pois havia curvas que não sabia bem qual a mudança indicada para aproveitar o carro da melhor forma, o motor também se revelava estranhamente dócil e não estava seguramente no melhor apuro de forma e para além disso, os pneus obrigavam-nos a ter alguns cuidados, como aliás já expliquei atrás.

Apesar de tudo, lá fomos fazendo a nossa prova tentando minimizar um pouco estes contratempos. No final e já com a classificação mais ou menos definida, aproveitámos mesmo para nos divertirmos á grande, levando o Evo em grandes atravessadelas e contribuindo também um pouco para brindar com algum espectáculo o muito público presente.

No final do rali, vamos a contas; 11ºs da geral e 6ºs do grupo N. Foi o melhor que se conseguiu, e depois do começo que tivemos, poderia muito bem ter sido pior. Apesar de tudo mantivemos e consolidámos mesmo a 2ª posição no campeonato de grupo N, agora com 8 pontos de vantagem para o 3º classificado.

Agora há que revisionar a "máquina", solucionar todos os problemas que notámos nesta prova e voltar ainda com mais vontade, pois mais uma vez volto a dizer que "isto" é longo e só acaba no fim. Ainda para mais, agora vem aí o Rally de Portugal, uma prova especial e da qual guardamos as melhores recordações nas 2 vezes que a disputámos, conseguindo o 2º lugar, em 2006 e a vitória em 2007, no competitivo Challenge Citroên C2.

Até lá.

Um abraço.

A.Neves

VIDEOS RALI TORRIÉ 2010

http://www.youtube.com/watch?v=LWzX_VfX_Jw (min. 5.20)

http://www.youtube.com/watch?v=Z9ncvu7-qYA (min. 8.19)

http://www.youtube.com/watch?v=uEtgwAkbPhk (min. 6.18)

http://www.youtube.com/watch?v=-slc4ZwJjfI (min. 2.21 e min. 6.25)

http://www.youtube.com/watch?v=vAdnfS7FK3o (min. 3.29)



Um abraço.

A.Neves

RALI TORRIÉ

Ora aqui estamos nós mais uma vez no início do Campeonato Nacional de Ralis, na prova organizada pelo Targa Clube e que este ano tem a grande novidade de abandonar os espectaculares troços em terra para assim passar a ser um rali em piso de alcatrão.

Agora já vai ser a sério!

Sabemos que a concorrência é fortissima e muito bem apetrechada técnicamente, mas a experiência ao longo dos já quase 21 anos que tenho de corridas também me diz que as contas são apenas para se fazerem no fim e mais nada, por isso, vamos a isto.

A super-especial nocturna em Póvoa do Lanhoso acaba por não nos correr lá muito bem, pois o tempo estava muito instável, e como depois de sair da assistência teriamos que esperar cerca de 1 hora para partir, decidimos montar pneus de chuva. O problema é que logo a seguir parou de chover e quando arrancámos para a SS, o piso já estava totalmente seco, resultado; nas rotundas e nas travagens mais fortes ficámos com uma frente muito escorregadia devido ao rápido aquecimento das borrachas, colocando-nos alguns problemas na colocação do carro nas trajectória ideais.

Mesmo assim, o resultado podia ser pior, pois ficámos em 17ºs da geral e 7ºs do Grupo N. Apesar de tudo o tempo perdido não foi muito e o verdadeiro rali só começa amanhã e é muito longo, por isso a expectativa de um resultado que esteja dentro das nossas pretensões mantém-se.

No Sábado o tempo continua a fazer caretas, mas as previsões dão bom tempo, e assim sendo, decidimos saír da assistência com pneus para seco. Foi a decisão mais acertada e quando voltámos á assistência após 4 troços, já estávamos em 11ºs da geral e em 4ºs do grupo N, sendo que na terceira posição estava um piloto Espanhol que não contava para as contas do campeonato. Apesar de ainda ser muito cedo e faltar muito rali, teríamos que começar a jogar com a cabeça e a pensar no campeonato, pois um 3º lugar aqui superaria as nossas expectativas e sería uma excelente forma de começar o campeonato.

Quando regressámos á assistência, com 11 troços já realizados e a faltar apenas um para o final, dizem-nos que infelizmente o Miguel Campos tinha tido uma pequena saída de estrada e que estamos na 3º posição do grupo, 2ºs para as contas do campeonato. Muita calma para não se estragar tudo no ultimo troço, que é outra super-especial já em Póvoa do Lanhoso, e vamos lá tentar levar a "burra" até ao fim sem problemas de maior.

Felizmente tudo correu bem, e tal como já tinha dito, as contas fazem-se no fim, e nós lá conseguimos terminar no 3º lugar do grupo N, mas mais importante que isso, em 2ºs entre os Portugueses, o que nos deixa em idêntica posição em termos de campeonato. Melhor era impossível. Sabemos que com o nosso Evo7 estamos tecnicamente um degrau abaixo da concorrência melhor apetrechada e também com mais experiência, e que este resultado só foi possível devido a alguns azares e excessos de alguns dos dos nossos colegas, mas os ralis são mesmo assim e tal como no futebol, os jogos só acabam aos 90m e os golos só contam quando a bola entra e nós estamos conscientes de que neste campeonato temos que ser inteligentes e jogar muito com a cabeça.

Uma palavra ainda para a nossa assistência que nos entregou um carro muito fiável e fez um trabalho notável durante a corrida.

Obrigados a todos, e até ao próximo rali.

Um abraço.

A.Neves

domingo, 2 de maio de 2010

RALI DE PORTIMÃO.

O Rali de Portimão, prova extra-campeonato para nós, serviu para fazermos desde logo um pequeno teste e ganhar mão á nova máquina, mas também e especialmente para estarmos presentes num rali patrocinado pelo Grupo dos Mosqueteiros, nosso parceiro de longa data.

Para além disso, e como também tinha acabado de inaugurar um Centro-Auto ROADY nesta cidade, esse seria mais um motivo para que encarassemos esta prova com toda a seriedade e profissionalismo.

Por tudo isto e apesar de ser uma prova a "feijões", sentíamos de alguma forma a responsabilidade para que tudo corresse bem, e que no final todos ficassem satisfeitos com a nossa presença.

A habituação ao carro fez-se de uma forma natural e desde a 1ª super-especial que nos posicionámos na 2ª posição da Geral (1ºs entre os extras), atrás do Ricardo Teodósio, piloto que como todos sabemos, dispensa qualquer tipo de apresentações.

Ao longo do rali fomos melhorando os tempos de forma bastante significativa, conseguindo nas últimas passagens alguns registos interessantes e já não muito distantes do Ricardo.

No final da prova conseguimos manter a 2ª posição da geral e vencer entre os extra, o que nos deixou a todos bastante satisfeitos e com água na boca para a temporada que se avizinha.

Um abraço.

A.Neves

NOVO ANO, NOVO CARRO!

Ao fim de alguns anos, vamos finalmente poder competir ao volante de um 4x4 Turbo. Tudo bem que não é da última geração, mas também não lhes fica muito atrás.

Este nosso evo 7 é essencialmente um carro muito bem nascido na já extinta Ralliart Alemanha, e por isso mesmo é um modelo com "pedigree". Para além disso também ja conta com um palmarés assinalável, tendo sido campeão nos Açores pela mão do piloto Gustavo Louro.

Depois de um ano no campeonato Open, regressamos também ao "Nacional" e ao campeonato maior de Ralis em Portugal, para além de voltarmos a integrar a caravana que irá disputar o nosso já "velho conhecido" Rally de Portugal e do qual guardamos tão gratas recordações, nomeadamente a vitória obtida no Challenge Citroên, em 2007, ao volante do pequeno e irrequieto C2, na versão R2.

Sabemos que vai ser um ano dificil e de aprendizagem, numa categoria (Gr.N 4) onde estão alguns dos melhores pilotos Nacionais ao volante de alguns veículos de produção da última geração, mas são estes desafios que sempre nos aliciaram e nos levaram a dar o máximo em todas as ocasiões, e seguramente este ano não será diferente.

Por último resta-me apenas agradecer a todos os que desde sempre estiveram connosco e continuam a acreditar neste projecto e também nas nossas capacidades e empenho.

VAMOS DAR O NOSSO MELHOR.

Um abraço.

A.Neves

domingo, 14 de março de 2010

BEM-VINDOS.

Olá a todos e bem-vindos a este espaço.

Aqui procurarei manter a informação actualizada acerca das actividades onde me tenho envolvido ao longo dos anos e que possam de alguma forma ser motivo de interesse para todos os visitantes do blog.

Espero também que os amigos por aqui passem com frequência e colaborem de forma activa e dinâmica na manutenção deste sítio.

Um abraço.

A.Neves